Audiência Pública para tratar sobre usina de recuperação energética foi debatida no interior de São Paulo

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Iniciativa privada apresentou um modelo para o tratamento de resíduos sólidos urbanos de Bauru.

A produção de energia elétrica a partir de resíduos urbanos está ganhando um novo capítulo em Bauru, no interior de São Paulo. A Câmara Municipal de Bauru promoveu uma Audiência Pública em 2023 com foco em apresentar um novo modelo de tratamento do lixo na cidade, bem como ao mesmo tempo, produzir energia limpa.

O encontro, que contou com diversos parlamentares, trouxe também a participação dos representantes da empresa Mitima Green Energy, os quais apresentaram uma proposta de tratamento de resíduos sólidos ambientalmente correta.

Na ocasião, Luis Ramos, diretor comercial da Mitima, mostrou o projeto de instalação de Usina de Recuperação Energética (URE), que utiliza o sistema de gaseificação para reciclagem dos resíduos sólidos urbanos, geração de energia elétrica e líquida e produção de alimentos.

O processo consiste no pré-tratamento do lixo, em que se realiza a separação automática do lixo orgânico, inorgânico e reciclável; gaseificação, em que é produzido o singás (gás sintético), e a conversão de biomassa em energia elétrica e líquida, como o biodiesel.

Durante a exposição, Luís informou que a Mitima tem todos as licenças necessárias junto à Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (Cetesb), tanto a Prévia como a de Instalação. A única licença que seria necessária para a implantação do projeto seria a de Operação.

O especialista também pontuou os prazos para operação, sendo necessários o tempo de 3 a 6 meses para emissão da licença prévia, mais 6 meses para licença de instalação e 16 meses para instalação.

Em relação à capacidade de recebimento e operação, informou um total de 350 toneladas de operação por dia, mas com capacidade de receber 500 toneladas, que poderiam ser destinadas ao tratamento. Caso seja aprovada, a iniciativa permitirá uma economia direta de R$2.374.069,50.

Durante a audiência, por sua vez, questões envolvendo as cooperativas de catadores também foram abordadas. Em resposta, por sua vez, Ramos apontou que o trabalho das cooperativas não será afetado, em razão do serviço da usina ser posterior ao das cooperativas. Ainda destacou a intenção de contratar esses coletores e cooperativas para a etapa de produção de alimento da usina.

Fonte: Canal Energy Waste

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