Pequenas e Médias empresas poderão participar do mercado livre de energia já na próxima semana

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Possibilidade de participação poderá reduzir até 35% na conta de luz

A partir de 1º de janeiro de 2024, pequenas e médias empresas que contratam energia em alta tensão e fazem parte do chamado grupo A poderão participar do mercado livre de energia e economizar até 35% na conta de luz, segundo o governo do Paraná.

Em nota, através da agência estadual de energia, o governo pontua que o ambiente de contratação livre de energia, é uma modalidade de venda de energia em que os clientes têm mais liberdade para negociar a compra da energia elétrica, e discutir preço, quantidade a ser adquirida, período de fornecimento e condições de pagamento.

Contudo, até 2023 somente clientes com no mínimo 500 kW (quilowatts) podiam participar deste tipo de mercado, o que deve mudar em breve, já que uma nova lei foi sancionada e traz novas regras para esse tipo de negociação.

“Dentro de dez dias a regra muda e todos os clientes do grupo A, independentemente da demanda contratada, poderão participar do mercado livre. Aqueles que tiverem interesse podem se antecipar e garantir a migração para o ambiente de contratação livre antes da virada do ano. Essa ampliação vai beneficiar diretamente pequenas e médias empresas como mercados, padarias, açougues e outros centros comerciais que hoje ainda são atendidos no ambiente de contratação regulada, como a maioria dos clientes", explica o governo estadual.

A mudança de ambiente valerá para todo o Brasil, contudo ainda traz algumas regras específicas de quem pode migrar. Segundo João Acyr Bonat, superintendente de Clientes de Energia da Copel, a expansão do mercado livre permitirá que 12,8 mil unidades consumidoras do Paraná migrem para o mercado livre de energia.

“Na prática, essa mudança beneficia clientes que, em média, possuem uma conta de energia mensal de R$5 mil ou mais. Se esse é o seu caso, vale a pena procurar a Copel e verificar se poderá migrar", pontua ele.

Além da economia na conta das empresas, as novas regras beneficiarão a economia, uma vez que os consumidores podem escolher de quem vão comprar energia, o que o torna mais diversificado e competitivo. Isso leva a uma redução de preços e a um aumento na eficiência das comercializadoras.

“Além disso, os preços são pré-definidos em contrato, o que permite que os consumidores possam planejar seus gastos com energia e se proteger de oscilações no custo das diversas fontes, reajustes do mercado cativo e mudanças das bandeiras tarifárias” explica o governo.


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